—Um decreto!?

—Pergunta a Didier e a Branche!

—É verdade! ajuntaram estes.

—Trouxe-te o numero do «Soir», que trata do assumpto, disse Branche. Aqui tens, lê, nas ultimas noticias.

Com effeito Ronquerolle leu um decreto do Presidente da Republica, convocando os eleitores para reunirem em 15 de julho.

Ronquerolle, pallido de commoção, conservou-se um momento ancioso.

É que elle sabia que aquella data, marcada para as eleições de deputados, poderia ter grande importancia na sua vida. Para elle esse dia seria decisivo, na sua existencia, d'aquelles cuja aproximação faz tremer o homem mais corajoso, causando-lhe calafrios.

—E então, que me dizes do decreto? perguntou Maupertuis.

—Digo-te, respondeu Ronquerolle, que elle me indica, que tenho a dizer-lhes coisas muito graves. Assentem-se que temos que conversar.

Os trez amigos de Maximo acceitaram o convite e emquanto Ronquerolle foi buscar uns papeis guardados n'um movel proximo, esperaram anciosos que elle falasse.{10}