—Voltarei a vêr-te muitas vezes, disse-lhe Ronquerolle deixando-a. Tem coragem. A tua vida terá ainda dias felizes.
—Não, meu amigo, respondeu ella. Tudo se acabou!
Pois não reparas?
Não vês que eu não te faço a menor pergunta?
Nem sequer me queixo!
É a suprema resignação do condemnado.
Maximo affastou-se lentamente da casa de sua pequena amiga. Seguiu para o «boulevard» de Vaugirard, voltando-se mais d'uma vez, para olhar a janella onde outr'ora tantas vezes, elle vira o rosto sorridente da pobre creança. A sua dôr tão verdadeira, tão sincera, tão eloquente, envenenava a sua felicidade.
Aguardou assim a hora em que M.me de la Tournelle o esperava.
A marqueza não teve muito trabalho para reconhecer que o seu amante tinha qualquer pensamento que o fazia soffrer. Interrogou-o. Perguntou-lhe a causa da sua dôr.
Ronquerolle hesitou um momento, mas depois, para alliviar o enorme peso que tinha sobre o coração, contou-lhe toda a historia da sua ligação com a pobre Emilia.