—Vós sois madame William, disse elle; madame William do «boulevard» Malesherbes; não é assim?
—Effectivamente, respondeu a criminosa mulher.
—Está bem, accrescentou o empregado da policia, mantendo a sua linha de serenidade e firmeza, tenho ordem de vos participar que se continuardes a fazer por mais tempo concorrencia á Prefeitura de policia, vêr-nos-hêmos obrigados a reconduzir-vos á fronteira.
M.me William quiz ainda balbuciar algumas explicações, e tentou ainda enternecer o empregado, que falava em nome do prefeito da policia. Mas foi trabalho perdido. O homem não se desmanchou e disse-lhe ainda:
—Madame, sabemos tudo. Não viestes aqui para fazer phrases sentimentaes, mas para receber uma advertencia. Essa advertencia já vol-a dei. Fazei por não a esquecerdes.
E, como M.me William se erguesse, o homem accrescentou ainda, pondo a mão sobre um masso de papeis.
—Madame, estão aqui documentos que{140} vos dizem respeito. Como vêdes o masso é bastante volumoso. Devo prevenir-vos de que estaes sob a vigilancia da nossa policia e que ella vale bem mais de que a vossa.
M.me William regressou á sua habitação fortemente impressionada com o que se passára.
Não se entendia já dentro dos acontecimentos.
Teve um verdadeiro ataque de nervos e n'esse mesmo dia escreveu ao barão de Quérelles, pedindo-lhe para ir vêl-a sem demora.