E um chôro lamentavel.
(Herculano, Poesias (1.ª ed.) D. Pedro).
E o romantismo desvairava o pensamento do vidente, porque D. Miguel não fugira: fôra expulso; porque ao lado do chôro lamentavel, D. Pedro, se estivesse no céo, havia de tambem ouvir ainda o bater das pedradas nos tampos da sua carruagem fugindo a galope de San-Carlos. E as ordens que no Sinay, o deus dava ao propheta
Plante-se a acacia,—o liberal arbusto
Junto ás cinzas do forte:
Elle foi rei e combateu tyrannos:
Chorae! chorae-lhe a morte!
(Ibid.)
não eram cumpridas, porque ninguem se importava já com o homem que morrera em peccado liberal.
E o propheta que, no calor das suas conversas com os deuses, falava a lingua de uma poesia sentida e bella, descendo á terra e vendo a desolação dos diluvios, vestia o manto de um Jeremias, ou a capa de um Diogenes, ou a toga de um Suetonio: