Blau Nunes pasmou do adivinho; mas respostou:
— Vou no rastro!…
— Está enredado…
— Sou tapejara, sei tudo, palmo a palmo, até à boca preta do fumo do serro…
— Tu… tu, paisano, sabes a entrada da salamanca?…
— É lá?… Então, sei, sei! A salamanca do serro do Jarau!…
Desde a minha avó charrua, que eu ouvi falar!…
— O que contava a tua avó?
— A mãe da minha mãe dizia assim:
II
— Na terra dos espanhóis, do outro lado do mar, havia uma cidade chamada—Salamanca — onde viveram os mouros, os mouros que eram mestres nas artes de magia; e era numa furna escura que eles guardavam o condão mágico, por causa da luz branca do sol, que diz’ que desmancha a força da bruxaria…