De repente, na volta duma reboleira, bem na beirada dum boqueirão, sofrenou o tostado…: ali em frente, quieto e manso, estava um vulto, de face tristinha e mui branca.

Aquele vulto de face branca… aquela face tristonha!…

Já ouvira falar dele, sim, não uma nem duas, mas muitas vezes…; e de homens que o procuravam, de todas as pintas, vindos de longe, num propósito, para endrominas de encantamentos…, conversas que se falavam baixinho, como num medo; p’r’o caso, os que podiam não contavam, porque uns, desandavam apatetados e vagavam por aí, sem dizer cousa com cousa, e outros calavam-se muito bem calados, talvez por juramento dado…

Aquele vulto era o santão da salamanca do serro.

Blau Nunes sofrenou o cavalo.

Correu-lhe um arrepio no corpo, mas era tarde para recuar: um homem é para outro homem!…

E como era ele

quem chegava, ele é que tinha de louvar; saudou:

— Láus’ Sus’ Cris’!…3

— Para sempre, amem! disse o outro, e logo ajuntou: O boi barroso vai trepando serro acima, vai trepando… Ele anda cumprindo o seu fadário..4