Todo o povo sesteava, por isso ninguém viu.
Voltei a mim. Lembrei-me de que o animalzinho precisava alimento.
Tranquei portas e janelas e saí para buscar um porongo de mel de lechiguana, por ser o mais fino.
E fui; melei; e voltei.
Abri sutil a porta e tornei a fechá-la ficando no escuro.
E quando descerrei a janela e andei para a canastra a tirar a guampa e libertar a teiniaguá para comer o mel, quando ia fazer isso, os pés se me enraizaram, os sentidos do rosto se ariscaram e o coração mermou no compassar do sangue!…
Bonita, linda, bela, na minha frente estava uma moça!…
Que disse:
IV
— Eu sou a princesa moura encantada, trazida de outras terras por sobre um mar que os meus nunca sulcaram… Vim, e Anhangá-pitã transformou-me em teiniaguá de cabeça luminosa, que outros chamam o — carbúnculo — e temem e desejam, porque eu sou a rosa dos tesouros escondidos dentro da casca do mundo…