Nos corredores, como prontos para içar para as cangalhas das mulas de carga, prontos, com as suas alças, estão lotes de surrões, socados de moedas de ouro, separadas em porções, metidas em bexigas de rês…
O rondador da casa branca anda dia e noite em redor dela; é um índio velho, cacique que foi, M’bororé, de nome, amigo dos santos padres das Sete Missões da serra que dá vertentes para o Uruguai.
Os padres foram tocados p’ra longe, levando só a roupa do corpo… mas a casa branca já estava feita, sem portas nem janelas… e M’bororé, que sabia tudo e era cacique, de noite, e precatado, com os seus guerreiros, carregou de todos os lugares para aquele as arrobas amarelas e as arrobas brancas, que não valiam a caça e a fruta do mato e a água fresca, e pelas quais os brancos de hoje matavam os nascidos aqui, e matavam-se uns aos outros.
M’bororé desprezava essas arrobas; mas como era amigo dos santos padres das Sete Missões, guardou tudo e espera por eles, rondando a casa branca, sem portas nem janelas.
Ronda e espera…
*4* *Zaorís*
Nosso Senhor Jesus Cristo Louvado Seja Para Sempre! Amém!
Ele foi preso na quarta-feira, sentenciado na quinta e crucificado na sexta.
E neste mesmo dia de sexta-feira, houve no Céu o julgamento dos carrascos de Nosso Senhor, e logo desceu à Terra o arcanjo S. Miguel com a ordem de castigar aos judeus; e o arcanjo passou essa ordem aos anjos que estavam de guarda à Cruz, onde Nosso Senhor estava pregado e morto.
Enquanto S. Miguel esteve na Terra deixou sobre ela muito brilho da sua couraça de couro e das suas armas, e muita ventania das suas asas de prata.