—N'esse caso, pódes-nos indicar com facilidade a razão porque a fonte do mercado d'onde corria vinho, hoje não deita nem uma gotta d'agua?

—Depois o direi—respondeu o nosso viandante.—Espere que eu volte.

Em seguida, continuou o seu caminho até chegar ás portas d'outra cidade. A sentinella, que estava no seu posto, perguntou-lhe egualmente em que é que elle podia tornar-se util e o que é que sabia.{104}

—Sei tudo...

—Por conseguinte, só tu nos podes prestar um grande serviço em nos dizer qual o motivo porque a arvore da praça, que antigamente nos dava maçãs d'ouro, hoje nem sequer folhas apresenta.

—Quando voltar darei explicação—respondeu.

E lá foi andando, andando até que chegou a um largo rio que precisava atravessar. O barqueiro, que estava proximo, perguntou-lhe tambem em que é que elle lhe poderia ser prestavel e o que é que sabia.

—Sei tudo!—retorquiu o viajeiro nosso conhecido.

—Pois tu é que estás nas melhores condições para me dizer qual a causa porque é que ando a remar n'este barquinho de um lado para o outro sem que possa livrar-me d'este encargo.

—Dir-t'o-hei á volta—respondeu.{105}