—Sósinha!... Que imprudencia!...
—É que estava tão socegada que eu não quiz aproximar-me d'ella com receio de a accordar.
Entraram no quarto.
Laura tinha dormido excellentemente depois do tratamento; nem sequer apresentava no rosto vestigios de ter soffrido o quer que fosse. Acercaram-se do leito pé ante pé e a mãe, em voz dorida, perguntou á filha, que não levantava a cabeça do travesseiro:
—Estás melhor, minha filhinha?
—Parece que agora estou melhor, mas passei muito mal a noite. Ai, que dôres, Santo Deus!
—O Alexander bem te disse, replicou a mãe em tom de mágoa e reprehensão, que esse dente precisava tratamento. Tu não quizeste e ahi tens as consequencias! Agora o remedio é voltar lá.
—A Lisboa?! perguntou Claudio com certa vivacidade e espanto.
—Sim, e quanto antes. Devem ir hoje mesmo antes que a dôr volte. É um soffrimento horroroso, horroroso!...
—Mas talvez aqui mesmo...