—Isso não significa nada, minha senhora.

E ia ao pé da filha, a dizer-lhe que não era nada, tinha respondido o medico.

Voltava instantes depois.

—Oh, doutor, não acha que isto vae a demorar-se. Se a examinasse... O dr. Xavier, um indio que estudou lá fóra, disse-me que em Paris...

—Ora, Paris!... Em Paris, respondeu o doutor que era um rude e singelo descrente de medicinas, em Paris as mulheres teem filhos como em Portugal. Até devem ter menos que a população diminue.

—Tem uns modos este doutor... ia dizer D. Maria Francisca á parteira. Já estou arrependida de não ter mandado vir de Lisboa o dr. Xavier. Sempre é outra cousa!...

—Oh, sr.a D. Amelia (era o nome da parteira) talvez seja melhor passar outra vez as mãos pelo sublimado. Esteve agora ahi a mexer nesses vestidos e o dr. Xavier disse-me que era preciso muito cuidado. O sublimado sempre! Para a mais pequenina cousa!...

—Deixe lá, minha senhora! Tenho assistido a muita mulher. Isto com a ajuda de Deus Nosso Senhor...

—Oh, doutor, voltava D. Maria Francisca a perguntar ao medico, as dores parece que são tão distantes...

—Não se afflija v. ex.a, ellas apertarão.