—O que tem? perguntou-lhe Maria. Não quer hoje levantar-se?

—Não é nada, respondeu elle, fitando-a mansamente e procurando saccudir a somnolencia que o dominava. Estou muito constipado, tenho o peito muito opprimido. Creio que foi do vento que hontem apanhei lá em baixo. Isto com agasalho cura-se.

—Mas é melhor chamar o medico. Quer?

—Para mim não era preciso. Mas se tu ficas assim mais descansada, manda-lhe dizer que venha cá.

Maria saiu e Claudio immediatamente caiu n'um somno pesado, a respiração frequente e anciada.

O dr. Carvalho veiu cerca do meio dia. O doente até então não cessára de dormir. Apenas accordava quando o chamavam, e logo cerrava os olhos, continuando em torpor.

—Está muito doente! disse o dr. para Maria. Eu vou á villa e volto já para lhe pôr um caustico. Tenho medo que não lhe façam isso em termos.

E saiu a entrar na carruagem que o levou á pharmacia.

—Oh! disse o boticario, vendo-o apear-se ligeiro, vem hoje muito atarefado!

—Quero um caustico para o dr. Claudio que está muito mal.