—Sim!?... Então com quê? perguntou o boticario abrindo um armario envidraçado e tirando um grande frasco com um rotulo em lettras d'oiro.

—Tem uma pneumonia. E o pulso... Que desconcerto!...

—Se aquelle organismo não estivesse tão depauperado, continuou o dr., sangrava-o, mas assim... não me atrevo.

—Não sei o que será... não sei o que será, repetia inquieto. Olhe, deixe-me vêr uma folha de papel que sempre quero avisar a familia. Que elles não se importam mas, se não vierem, não ha de ser por minha culpa.

E sentou-se a escrever, pedindo ao boticario que mandasse a carta para Coimbra, no correio da tarde.

A applicação dos medicamentos não deu resultado. A pneumonia seguiu os seus tramites.

Claudio conhecia mal o seu estado. Ás vezes chamava as pessoas de casa, levado por uma vaga saudade, procurando combater o somno que o ia dominando e luctando por despertar a consciencia! Tinha então palavras carinhosas, principalmente para Maria.

—Estou a dar-te tanto trabalho... Tem paciencia, tem paciencia, sim?

Esses momentos eram, porém, cada vez mais raros.

Ao terceiro dia, já noite adeantada, perguntou por um velho creado que fôra de sua mãe e se chamava Luiz.