Este é o desforço que eu tiro das vossas provocações.—Tornai a provocar-me, que eu cá fico a colligir a papellada velha....
Senhores do Portugal-gazeta, procurai bem entre os do vosso bando, a vêr se encontraes os fabricadores de moeda falsa, de que ha pouco vos queixastes... Já estaes calados?!.. Dar-vos-hiam para isso alguma moeda verdadeira?...
Senhores do Portugal-gazeta—silencio!...
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Leitores, desculpai a duresa da phrase e a desigualdade do estylo. Este folheto foi escripto ao correr{32} da penna, e resente-se das alternativas da minha vida.—Eu penso com Chateaubriand (sem possuir o seu talento) que é uma loucura atirar com o meu nome ao meio da multidão;—comtudo para que se não julgue que declino a responsabilidade, aqui pônho a minha assignatura.
Porto 18 de Maio de 1852.
João Augusto Novaes Vieira.
[[1]] Não podêmos deixar de fazer algumas annotações a este ridiculo apontoado d'imposturas.—Acreditariamos piamente que os paes do sapateiro fossem muito probos, apesar de pobrissimos; mas, desde que os farcistas lhes chamam honrados, ficamos com nossas duvidas... Deus nos livre de ser honrado na bocca de semelhante gentinha...
[[2]] Bastava que fôsse de tão boas contas como os que tomaram á sua conta a empreza da PATRIA... Arreda!
[[3]] E que tal? Um sapateiro que, em poucos annos, arranja 25 mil cruzados pelas suas economias, devia ser muito honrado...