Estaes ahi a fingir-vos victimas da perseguição dos agentes do governo, e se houvesse um delegado, que soubesse cumprir com o seu dever, como vos attreverieis vós a asseverar pela imprensa, que a Soberana manda vender salsa e hortelã!!! e que negoceia com bolota, com pelles e até com chifres???!!!!...

Senhores do «Portugal» não falleis em chifres, que se ri o povo.... não falleis em salsa e hortelã, que deitaes por terra, por vossas proprias mãos, essas salsadas que escreveis no vosso despresivel papel.{19}

Silencio!... e deixai-nos respirar um pouco, antes de passarmos á

[TERCEIRA PARTE.]

[DESENGANO.]

Quem ouvir desprevenido as roncas do «Portugal»—quem lêr as suas lamentações—ha-de julgar que alli ha convicções profundas—um valor a toda a prova—uma resignação para o martyrio.

Pois se ha quem tal pense, está completamente enganado.

O «Portugal» é uma especulação mercantil de Francisco Pereira d'Azevedo—mais vulgarmente conhecido pelas alcunhas de Ignez das Hortas e de Francisco da Velha.

O snr. Francisco é ao mesmo tempo editor, proprietario da imprensa e da gazeta, e negociante de algo-DÃO.

A gazeta intitula-se realista, e não é mais do que farcista. É a mesma gazeta de que foi editor o sapateiro José Ferreira da Silva.