(13) Chamando.

Scena III.

D. Affonso, e D. Nuno.

Nun. Que me ordenas, Senhor?

Af. ....................... Os Conselheiros Vai chamar... mas espera, ahi vem Pacheco.

Scena IV.

D. Affonso, Pacheco, e D. Nuno.

Af.(14) Quem tal dissera, Amigo! Eu me envergonho Sómente de o pensar: o iroso aspecto De hum Monarcha, de hum Pai, razões, ameaços Nada bastante foi: ousa o rebelde Ás nupcias recusar-se, aos meus preceitos; Mas ha de obedecer-me, aos Ceos o juro. Os meios estudemos, que efficazes A sua contumacia vencer possão: Se necessario for, inexoravel, Rigoroso serei.

(14) D. Affonso se dirige a Pacheco, e D. Nuno se afasta para o fundo da Scena.

Pach. ......... Dever funesto He, Senhor, na verdade, o de hum Vassallo, Que fiel ao seu Rei, bem que sensivel, Na precisão se vê de supplicar-lhe, Que suffoque a piedade, e que castigue... Mas o int'resse do Estado, e mais que tudo O decoro do Throno assim o exigem. De incorrupta lealdade claras provas Eu protesto dar sempre ao Rei, e á Patria. Longe de desculpar, porque he teu filho, Do Principe a Paixão, funesta origem Da sua contumacia; com franqueza Direi meus sentimentos, sem que possa Tolher-me as expressões o temor justo De perder o favor, de ser odiado De hum Principe que adoro, e que respeito. Se queres que teu filho te obedeça, Corta a indigna prizão que maniatado O coração lhe traz, e que o estorva De entrar em seus deveres: pune, extingue Esse objecto fallaz que a alma lhe encanta: De contrario, Senhor, serão baldados Outros meios quaesquer que projectares.