(16) Pacheco afasta-se para o fundo da Scena, logo que Ignez se chega ao Rei, e D. Nuno que a conduz te retira.
Ign. Eu desfalleço... Oh Ceos... Excelso Affonso, Permitte que a teus pés Ignez prostrada...(17)
(17) Prostra-se aos pés do Rei.
Af. Levanta-te, ardilosa. Não he digna De beijar a Mão Regia huma vassalla, Que a perpetrar se atreve altos delictos.
Ign. Eu perpetrar delictos! Quaes são elles? Fiel sempre ao meu Rei, vassalla humilde, Ignoro em que offendesse a Magestade.
Af.(18) Além de criminosa, inda impostora!.. A fallaz artificio em vão recorres. De sobejo sciente do teu crime. Tua simulação mais me enfurece: Ousarás tu negar que amas meu filho?
(18) Contemplando-a iroso.
Ign. Não, Senhor, a nega-lo não me atrevo... Nem, por mais que eu quizesse, poderia Deixar de confessar o que os meus olhos, O rubor de meu rosto assaz te explicão: Sim, se he delicto amar, e ser amada, Meu coração, Senhor, he criminoso... Mas eu não sou culpada.
Af. .................. Que proferes? Se confessas tu mesma o teu delicto, Dizes não ser culpada?
Ign. ................ Sou ingenua. Em chamar-me impostora te enganaste: Tenho-te dicto assaz... e mais dissera, Se licito me fosse.