Ignez, e Elvira.
Ign.(1) Sombra implacavel! Pavoroso Espectro! Não me persigas mais... Constança! Eu morro.(2)
(1) Ignez entra na Scena delirante, e horrorisada.
(2) Assenta-se desfallecida.
Elv. Que afflição!.. Que delirio!.. Oh Deos! Senhora...
Ign.(3) Onde está... onde está o meu Esposo?...
(3) Ainda fora de si, e atemorisada.
Elv. O Principe, Senhora, inda repousa, Tudo jaz em silencio: tu sómente, Negando-te ao socego, atribulada, Neste Paço, ululando, errante vagas? Que dor acerba o coração te rasga? Que sonhadas visões assim te ancêão?
Ign. Contra Ignez se conspira o Ceo, e a Terra.(4) Té das campas os mortos se levantão Para me flagellar: continuamente Negros fantasmas ante mim voltêão... Que horror!.. Oh Ceos!.. Agora mesmo, Elvira, Debuxados na mente inda diviso Os medonhos espectros, que, girando Em torno de mim, me assombrárão... Surgir vejo Constança do sepulchro, Que em furias abrazada a mim caminha... Relampagos fuzilão, treme a terra... Eis-que lá dos abysmos arrojados Impios Ministros da feroz vingança No peito agudos ferros vem cravar-me: Debalde agonisante o Esposo invoco... Proferido por mim seu doce nome Exacerba os furores de Constança, Que á morada dos mortos me arremessa. Oh do crime funestas consequencias!... Desgraçados mortaes!
(4) Levantando-se.
Elv. .............. E póde hum sonho...