[142] Argot. Memor. do Arceb. de Brag. p. 325.
[143] Id. ibid. p. 359.
[144] Ibid. p. 370.
[145] Plin. lib. 4. cap. 22. Barreir. Corogr. p. 63.
[146] Cellar. Geogr. antiq. lib. 2. cap. 1. §. 9.
[147] Mend. da Silv. Poblac. gen. de Hesp.
CAPITULO III.
Descripçaõ circular pela margem maritima, e raya terrestre.
1 Antes de entrarmos a ver o Reino interiormente, faremos pela parte de fóra hum giro, ou descripçaõ hydrografica, e geografica, rodeando-o todo, e informando dos principaes portos, surgidouros, e praças fronteiras, de que consta. Principiando pois pela margem septentrional, o primeiro porto, que se nos offerece, he
2 Caminha. Fica esta barra sobre o rio Minho, e he o termo, que divide Portugal de Galiza, ficando-lhe opposta a Villa da Guarda, e os Lugares de Tamugem, Rosal, e outros dos Galegos. Na entrada tem huma Ilha, onde está o forte de Nossa Senhora da Insoa. Faz esta Ilha duas barras pequenas: huma para o Norte, e he perigosa: outra para o Sul; e continuando a distancia de tres leguas para o Meyo dia, segue-se
3 Viana na foz do rio Lima: he barra estreita, e da parte de fóra da ponta do Norte ha hum recife, que corre ao Sul, e dá capacidade para ancorarem embarcações naõ muito grandes, porque hoje está mais entupida de arêas. Sobre a barra tem hum Castello com cinco baluartes, dous revelins, e defronte da mesma barra tem mais huma plataforma para sua defensa. Daqui se continúa até