190 Odivelas. Nasce na serra de Portel, e vay regar a Villa de Alvito. Tem duas pontes, huma da banda do Sul no caminho que faz o correio desta Villa para Béja, donde dista cinco leguas: outra em Villa Ruiva na estrada por onde se vay desta Villa para Evora: esta ponte foy fabrica dos Romanos, por ser transito da via militar de Evora para Béja. Para diante da Aldea de Alfundaõ separa o termo de Béja do Torraõ, e incorporado com a ribeira do Marcabron, vay morrer ao Sado.

191 Odivor. Fertiliza pela parte do Norte os campos da Villa das Aguias; e discorrendo pelo termo de Arrayolos, tem na Freguezia de Santa Anna duas pontes, e dá movimento a sete moinhos. Esta ribeira he a mesma que a de Arrayolos.

192 Olivença. Passa esta ribeira pelo termo da Villa de seu nome. Alguns dizem, que nasce nas serras de Salvaterra, outros na de Salva Leon; mas sempre concluem, que tem sua origem em Castella, cujas correntes fazem apartar aquelle Reino do nosso: mete-se no Guadiana.

193 Olho de Pedralva. He huma pequena ribeira, que nasce de huma fonte no Lugar de Pedralva, termo da Villa de S. Lourenço do Bairro, Bispado de Coimbra.

194 Orãos. He hum dos rios, que banhaõ a Villa de Soure, e vem da Villa de Pombal para se meter no Mondego.

195 Paiva. Nasce este rio em o sitio de Nossa Senhora da Lapa; e chegando à Freguezia de S. Martinho do Gafanhaõ, divide o Bispado de Lamego do de Viseu: depois correndo até o Castello de Paiva, perde o nome, entrando no Douro cançado de ter andado doze leguas. Escreve delle Jorge Cardoso,[248] donde tirou o que diz a Corografia Portugueza.[249]

196 Palhas. He hum rio, que corre por Villar-Mayor, conforme vemos no Mappa de Joaõ Bautista Lavanha.

197 Paul. Rio, que entra no Zezere.

198 Pega. Ribeira, que corre perto da Villa de Pinhel, e desagua no Coa.

199 Pedonde. Nasce em Arouca abundante de gostosas lampreas, e acaba no Douro.