268 Vez. Banha este rio primeiramente o Val de Poldros, termo da Villa dos Arcos, onde nasce nas montanhas de Penella; e continuando seu caminho pelos campos de Valdevez, a que dá nome, vay logo perdello dahi a huma legua, por se misturar com o Lima junto de S. Pedro do Souto, posto que já caudaloso com os muitos regatos, que entraõ nelle.
269 Vellarva. He huma ribeira, que rega o Lugar de Santa Justa, que fica no termo de Alfandega da Fé, onde desagua a ribeira Alvar.
270 Velariça. Nasce na serra de Montemel acima do Lugar da Burga, termo de Bragança. Despenha-se pela serra até parar em hum valle, a que dá o nome, e por elle detido o espaço de seis leguas, fertiliza todo aquelle terreno bastantemente. Depois vay pagar o tributo ao Sabor meya legua acima do Douro.
271 Vereza. No cimo da serra da Gardunha nasce esta ribeira, e vem logo refrescando o Lugar do Louriçal, que fica no termo da Villa de S. Vicente, e vay avistar Castellobranco, passando por boa ponte.
272 Videgaõ. Passa esta ribeira naõ muy distante da Villa de Cabeço de Vide, fertilizando muitas hortas, e pomares.
273 Vide. Cerca esta ribeira a Villa de Castello de Vide.
274 Vizella. Fórma-se de tres regatos, que nascem no Concelho de Monte-Longo; e lavando com suas aguas a Aldeya de Arricanha, se mistura com o Ave, e perdem ambos o nome, mergulhando-se no mar pela Villa do Conde. Alguns lhe chamaõ Avizella. Delle cantou Manoel de Faria:[258]
Corre el Visela amado
Progresso sonoroso,
O crystalino parto de una peña,
A ser favor de un prado.
275 Unhaes. Pequeno ribeiro, que passa pelo pé da Villa de Alvares, e se mete no Zezere.
276 Voliarça. Nasce esta ribeira na Freguezia de S. Brissos, termo de Béja, e correndo de Poente a Nascente, se mete no Guadiana, passando primeiro entre Béja, e Cuba, da qual dista huma legua.