Uma madrugada vim dar parte ao avô de que havia mais um machinho na cavallariça.
Nem sequer acabou de engolir o copinho de aguardente e atravessou como doido o pateo.{214}
Um macho! Um macho!... Mas então quem?... quem?
A luz da alvorada mal coava pelos intervallos da telha vã, cobertos de teias de aranha, onde se baloiçavam palhas. Foi preciso que eu accendesse a candeia.
Como a Pomba enternecida lambia o filhinho!
Era um machinho lazão, muito feio, calçado de tres pés, bebendo em branco.
Quando o avô lhe não deu ali um estupor, é porque já não morre.
O caso, é claro, fez bulha, ainda mais do que o primeiro.
Eram quasi dez horas da manhã, quando o avô, que se fôra encostar na cama, ralado pelo desgosto, ouviu uma voz alegre, que lhe gritava:
—Parabéns!