—Perdidos! Perdidos!
E dava com a cabeça nas paredes.
O Conde conservava-se silencioso e fitava os olhos turvos na folha de papel azul, que tremulava no chão assoprada pelo vento.
—Resta-nos a caridade, José, disse porfim. Vae, vae ter com essa gente a quem hontem ainda eu dei esmolla, e dize-lhe que o Conde lhe pede, por amor de Deus, um bocado de pão.
E depois soluçando:
—Manuel! Filho!... Meu querido filho! E como fazia muito frio, o Conde queimou o Suetonio.{62}
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[PERDIDO]
Quando ouviu ao longe, no campanario da freguezia, bater meia noite, entreabriu de mansinho a porta da choupana e escutou por longo tempo. Nem um sussurro!... Tudo dormia áquella hora.
Saiu e, pé ante pé, com a enxada ao hombro, approximou-se da aldeia, que tinha de atravessar.