—O tio falou-lhe na lição.
E, quando a ouvia suspirar, lembrava-me dos figos. Se ella soubesse...!
Quando o jantar acabou, o tio Bernardo chamou-me e disse-me:
—Ouve cá. Tu tens uma cara seria e o teu mestre, que deve ser n'isso entendido, diz que aqui dentro tens mais alguma coisa do que os outros.
E batia-me com os nós dos dedos na cabeça.
Eu estava radiante de alegria.
—Além d'isso tens os pulsos muito fraquitos, e isso é o diabo para um homem do mar.
A conversação tomava de repente para mim um caminho inesperado. Se os pulsos eram fracos, e isso era o diabo para um homem do mar, que me importava o que o mestre dizia que eu tinha dentro da cabeça?{86}
Olhei para minha mãe. Minha mãe sorria.
—Ainda agora, continuou meu tio, estive a conversar com o padre prior a teu respeito. Aquillo é que é vida, meu filho: padre!