Susto! tens susto de vingar a morte de teu pai!? Não te creio, meu filho, porque respeito, em ti, o chefe da nossa familia. É hoje o dia da vingança, Mendo, uma vingança cruel, tremenda, publica para que todos a saibam. A vingança é um acto horrendo e criminoso; mas a honra exige que esse acto se cumpra.—Foi a ultima vontade de teu pai. É no meio do banquete, entre os risos e os gritos do triumpho, que te espera a victima. (Tirando um punhal.) Foi esta a arma traidora que serviu ao crime; sobre ella ha ainda o sangue de teu pai ennegrecido pelo tempo, mas não limpo ainda da deshonra. Guardei-o sempre como uma reliquia sagrada, para t'a confiar na hora do castigo...

D. MENDO

O punhal é arma de traidôr; minha mãe, tenho esta espada...

D. GONTRADE

E se morresses?... se esse homem te matasse tambem?

D. MENDO

Morria como cavalleiro.

D. GONTRADE

Quem vingaria teu pai?—Não, Mendo; é com este ferro que o infame deve ser punido... O assassino de teu pai é...

D. MENDO