FR. BERMUDO
Vós perdoaes, senhora, como eu perdoei já; e não deveis pedir a vida de Violante, porque a morte é para ella o descanço; a eterna paz.
D. GONTRADE
Deixal-a morrer!... Pois que tem ella?! Quem a quer matar?!
D. MENDO
Foi elle, esse homem cruel, esse homem sem coração... foi elle que lhe deu o veneno... e que a não quer salvar agora.
D. GONTRADE
Ide, meu irm... ide, homem; salvae Violante, se ainda é tempo.—Sou eu que vol-o peço n'esta minha ultima hora (Caindo de joelhos.) Salvae-a, e uni-os um ao outro, estes dois innocentes, que se amam... Que seja tudo esquecido, porque elle, lá do tumulo, já perdoou. Vou morrer... Fazei Mendo e Violante felizes. Salva-os pela minha alma! Salvae-os para que Deus, me perdoe.
FR. BERMUDO
É tarde. A esta hora talvez, Violante não exista já...—Disseram-no os astros, e os astros não mentem... (Sáe.)