Como lhe havemos de chamar? Como o mestre quizer. O discipulo a estas horas está bem no caso de não confundir o nome com os valores: quanto mais que não se admittindo solletração, elle é forçado a empregar valores. Por isso é que já em respeito a k e q deixámos em aberto esse ponto. Todavia é mais racional que chamemos a essas gutturaes o que valem, q'; isto é, designal-as pelo seu valor; ou querendo-se-lhes dar nome, derival-o d'esse valor, e chamar, a uma e outra, . Similhantemente, dos valores de c, deriva o nome cêqe. Embora a experiencia nos mostre a inutilidade dessas designações formaes, e o methodo aconselhe de preferencia citar-se a letra pelos simples valores, podemos admittir nomes verdadeiros, que indiquem as funcções da letra.

Em todo o caso, o essencial é ensinar os valores e as regras. Antes da lição que segue, deve passar-se, entre mestre e discipulo, este ou similhante diálogo:

Que letra é esta?Cêqe.

Porque se chama cêqe?Porque vale ç... e q.

Quando vale ç...?Em vindo com e, i, ou cedilhado.

E em não vindo com e, i, ou cedilhado?

Vale q.

O ç (cedilhado) não confunde o alumno; antes, pela necessidade ou inutilidade da cedilha, como se póde exemplificar em aço, caco etc., lhe ajuda a fixar as alternativas d'esta consoante caprichosa.

c

= ç...ce ci

cebo cebola

cedo ceia face

alface foice

bacia cidade

= q

cá cal caldo

calvo culpa

caco cacei

cace calcei

cacetada

ç

aço beiço buço

caça cabaça

cabeça coça

calça calçada

DECIMA SEXTA LIÇÃO