Segue-se o g, igualmente de dois valores, como o c, um prolongavel e outro instantaneo: o prolongavel é j...; e o instantaneo é g', guttural. D'estes dois valores deriva logicamente o nome jêg'e. Isto supposto, dialoguemos com o nosso discipulo:

Que letra é esta?Jêg'e.

Porque se chama jêg'e?Porque vale j... e g'.

Quando vale j...?Em vindo com e, i.

E quando vale g'?Em não vindo com e, i.

Mas ha palavras onde soa g'é, por exemplo malagueta; e ha palavras onde soa g'i, por exemplo guita.Qual é o modo de escrever estas syllabas?E escrevendo gúé, e escrevendo gúi.

E, assim, fica bem escrito?Não; porque o u não se lê; mas entende-se bem a palavra.

E se tirassemos o u?Era peór; lia-se malajeta, lia-se jita, que faz mais differença.

Ora os casos em que o u se lê, nestas syllabas gue, gui, são rarissimos: por isso podemos ensinar a desprezal-o, como fizemos a respeito de que qui, numa regra similhante:

Visto gúé gúí valer quasi sempre g'é g'i, lendo-se d'este modo, quasi sempre se acerta.