Seria um nunca acabar se fossemos a exarar aqui todas as preciosissimas joias d'esta corôa opulenta que veio enriquecer a nossa litteratura.
Apartamo-nos do livro com extrema saudade, recommendando á leitora, que por acaso ainda o não possue, a prompta acquisiçao d'elle para collocal-o ao lado das rosas, jasmins e violetas com que, durante a formosa estação que se avisinha, ha de perfumar o seu boudoir.[9]
D. Guiomar D. Torrezão.
[9] Voz Feminina (1869) n.º 60.
ANNO LITTERARIO DE 1869
CARTAS A J. SIMÕES DIAS
Á hora dos phantasmas, á meia noite, escreveste o Anno litterario de 1868. A noite é sombria e triste; e por isso as tuas reflexões humoristicas não occultam de todo a descrença, a tristeza e o desanimo, com que espalhaste a vista pelas coisas litterarias da nossa terra.
Fundado ou infundado, não chamarei eu esse desalento, porque, de onde em onde, nos encontrariamos, se eu fosse ajustar o padrão da tua critica ao juizo que eu fizesse de producções da arte.