[11] ÉMILE GEBHART—L'Italie mystique.
[12] S. Francisco de Assis é o poeta máxinio da Alegria—uma suprema figura de assombro. Na aurea legenda do cristianismo não ha vulto que o exceda em belêsa moral, nem lábios que tenham rido um riso mais comovido e pacificador que o seu. O Snr. JAIME DE MAGALHÃES LIMA resume assim um dos pontos mais salientes da clara doutrina do Poverello: «A mágoa será pecado de rebeldia; não ha dôr que não se torne benéfica, para exaltação da carne ou do espirito; a desgraça é uma ilusão; a toda a sorte havemos de sorrir; porque sempre, qualquer que seja, é caminho do bem. Todo o estado conduz à perfeição; em todo o momento trabalhamos na construcção de um edifício infindo de infinita belesa. A tristêsa será uma infidelidade religiosa; quem a admitiu no coração esqueceu o Senhor e os seus desígnios.» Cf. apud «S. Francisco de Assis» pag. 150. Com o doce amigo do cardeal Hugolino (mais tarde Gregório IX) o catolicismo atinge o seu mais belo significado e um dos pontos mais culminantes da sua história—só comparavel ao periodo heroico do Apostolado. A quem o assumpto desperte interesse aconselho a leitura dos três belos trabalhos do dinamarquês JOHANNES JOERGENSON, de uma rigorosa probidade scientifica e de um encantador relevo literário: Saint François d'Assise, Pélerinages franciscains e Le livre de la route (trad. de Teodor de Wyzewa,) Perrin & C.ie, Paris.
[13] «Les Fableaux sont sur tons sujets: y paraissent Dieu, les anges, les diables, les saints, les chevaliers, les trouvères, les jongleurs (trouvères de second ordre), les bourgeois, les moines—très souvent—les paysans. Les hommes de toutes classes de la societé y sont moqués, quelquefois avec une extrême finesse, quelquefois avec une verdeur gauloise un peu rude..... Les Fableaux peuvent être considerés comme la grande oeuvre de sagesse bourgeoise, de bon sens un peu sec et dur et de gauloiserie divertissante du moyen àge. Les romans de renart sont du même genre, mais avec plus d'ingeniosité.» Cf. E. FAGUET. Petite histoire de la littérature française, pag. 6 e 7. «Papas, reis e senhores, se nas canções recebiam a vassalagem da adulação, encontravam nas cantigas de mal disêr o mais desassombrado castigo e a mais dura vingança. A avaliar pelo que dos cancioneiros nos resta, o comentario político e religioso teriam assumido uma extensão incrivelmente audaciosa» Cf. HIPPOLYTO RAPOSO, Sentido do Humanismo, pag. 14.
[14] «A fachada de Nossa Senhora de Paris, que está longe de ser a mais rica, tem sessenta e oito estátuas muito maiores que o natural e a maioria de elas executadas com rara perfeição; ha mais de cem em cada um dos pórticos de Nossa Senhora de Chartres e de Amiens». ED. CORROVER, «L'architecture gothique» pag. 157.
[15] MALE, cit. pelo DR. CABANÈS, Moeurs intimes du Passé, 3.ième série Paris.
[16] «Philosophie de l'art» cit., pag. 81 e seg.
[17] «Voyage en Italie» tômo II.
[18] E. FAURE, op. cit., pag. 229 e segg.
[19] CANANÉS op. cit.
[20] E. RODOCANACHI, Boccace: poète, conteur, moraliste, homme politique, Hachette, Paris, 1908.