Até logo. Não sejas tão mau com a tua
ELISA.
TERCEIRA QUINZENA
I
Meu querido,—
Vou mais uma vez enfastiar-te com a minha prosa quotidiana, porém agora tenho uma desculpa:—estás doente.
Como te encontras hoje? Cada vez melhor, presumo-o e desejo-o com toda a minha alma.
O tempo está mau, trata-te bem, não faças imprudencias[{151}] nem affrontes o ar humido e doentio das ruas lamacentas depois da chuva d'esta noite.
Muito penso em ti e soffro extraordinariamente por te não ver ha longos dias. Tu, meu amigo, que tão bem conheces o coração das mulheres, ainda desconheces o meu, que, no emtanto, possues inteiramente... ou antes, conheces demasiado a esse pobre musculo e é por isso que ás vezes o fazes soffrer bastante.
Adeus, meu amor. Trata-te com cuidado e recebe toda a ternura da tua