Que levas, cruel morte? Um claro dia;
A que horas o tomaste? Amanhecendo;
Entendes o que levas? Não entendo;
Pois quem t’o fez levar? Quem o entendia.
Seu corpo quem o goza? A terra fria;
Como ficou sua luz? Anoitecendo;
Lusitania que diz? Fica dizendo,
«Emfim não mereci Dona Maria.»
Mataste quem a viu? Ja morto estava;
Que diz o seu amôr? Fallar não ousa;