[30] Depois ordenou-se que seu filho Braz d’Albuquerque tomasse em sua honra o nome de Affonso. Foi este o auctor dos Commentarios d’Affonso d’Albuquerque.
[31] Veja-se Notas e documentos.
[32] A rainha D. Maria, segunda esposa de D. Manuel, nasceu em Cordova, aos 29 de junho de 1482 e recebeu-se por procuração com o rei de Portugal a 24 de agosto de 1500 e por palavra de presente na epocha acima mencionada. Como não chegou a sobreviver a sua cunhada D. Leonor de Lencastre nunca possuiu a Casa das Rainhas, tendo por mercê especial de seu marido a cidade de Vizeu e a villa de Montemór-o-Novo. (vid. Historia Genealogica, tomo 3.ᵒ, cap. V, pag. 229). Além d’estas terras, teve tambem o padroado da egreja de S. Pedro de Lordosa, varias tenças e a villa de Torres Vedras, que, como se verá nos documentos, não pertenceu á esposa de D. João II, como por lapso dissemos a paginas 6.
[33] O sr. Luciano Cordeiro o demonstrou cabalmente no seu livro A Segunda Duqueza; bem como destroe a lenda dos amores de D. João III com a madrasta. Louvores sejam dados ao illustre escriptor.
[34] D. Leonor d’Austria nasceu em Louvain a 15 de novembro de 1498.
[35] Veja-se a excellente obra do conde de Villa Franca, D. João I e a alliança ingleza, pag. 281.
A infanta D. Maria foi uma das mais sabias e virtuosas princezas do seu tempo, e um dos mais brilhantes vultos da Renascença em Portugal. Nas Notas e documentos publicamos uns ligeiros traços biographicos d’esta senhora; bem como o soneto com que Camões celebrou a sua morte.
[36] Está sepultada no Escurial.
[37] Vid. D. José Barbosa, Catalogo das rainhas de Portugal. O casamento já se tinha realisado por procuração no Toro, a 11 de janeiro do mesmo anno. Historia Genealogica, livro 4.ᵒ, cap. 15.ᵒ, pag. 55.
[38] Lusiadas, canto IV, est. 95.