[39] El-Rei D. Manuel teve da rainha D. Maria, sua segunda mulher, além de outros filhos, o infante D. Duarte que nasceu em Lisboa, aos 7 de septembro de 1515 e casou em Villa Viçosa (terça feira, 24 de abril de 1537) com D. Izabel de Bragança filha do duque D. Jayme e de D. Leonor de Mendóça, recebendo n’essa occasião o titulo de duque de Guimarães; d’este matrimonio houveram duas filhas: D. Catharina e D. Maria, que desposou o principe de Parma, Rainuncio. D. Catharina foi desde tenra edade destinada para mulher de seu primo o duque D. João I, realisando-se o consorcio aos 8 de dezembro de 1563. O seu filho primogenito foi D. Theodosio, mais tarde segundo do nome e pae d’el-rei D. João IV. D. Catharina falleceu a 15 de novembro de 1614, respeitada dos soberanos de todas as nações, tratada como egual pelas testas coroadas, recebendo o tratamento d’Alteza e preparando o futuro poderoso da Casa de Bragança. Vid. Hist. do Inf. D. Duarte, do sr. José Ramos Coelho, tomo I, Le Portugal et la maison de Bragança, por A. A. Teixeira de Vasconcellos e Historia Geneal. da Casa Real, de D. Antonio C. de Souza, tomo 6.ᵒ.
[40] Sr. José Ramos Coelho, pag. 46 da obra citada.
[41] Torre do Tombo, collecção de S. Vicente, volumes XX, fl. 204. Vid. Notas e documentos.
[42] A princeza D. Izabel, filha de D. Pedro II e de D. Maria Francisca Izabel de Saboya, nasceu em Lisboa a 6 de janeiro de 1669; sendo jurada herdeira da corôa, nas côrtes de 27 de janeiro de 1674. Esteve justo o seu casamento com o duque de Saboya, Victor Amadeu, seu primo; o qual recusou este enlace, allegando motivos de doença. Dizem a princeza se apaixonara de tal modo que repudiou os dois pretendentes que lhe solicitavam a mão: o grão-duque da Toscana e o duque de Parma; vindo a fallecer, solteira, aos 21 de outubro de 1690.
[43] Serviram de procuradores de Portugal, o duque de Cadaval, o marquez de Niza, o marquez de Marialva, o Marquez de Gouvêa, o conde de Miranda e o secretario d’Estado, Pedro Vieira da Silva.
[44] «Foy El-Rey D. Pedro de estatura agigantada, cor trigueira, olhos grandes, nariz aquilino, bocca grossa, & cabello preto. Teve forças extraordinarias, do que fazia provas admiraveis. Excedeo a todos os do seu tempo na sciencia de andar a cavallo & correr touros (sic). Era incançavel na frequencia com que ouvia aõs seus Vassallos, para o que não havia horas, nem tempo reservado.» (D. José Barbosa, Elogio dos Reis de Portugal, pag. 200).
[45] D. Maria Sophia de Neuburgo está sepultada em S. Vicente de Fóra.
[46] Na batalha de Matapan a 19 de julho de 1717 se distinguiram os nossos almirantes, conde do Rio Grande e conde de S. Vicente.
[47] Tradições de familia que não vem a proposito aqui relatar, nos tornam devedores á memoria de D. João V.
[48] Este senhor do Cadaval era D. João de Castro que foi casado com D. Leonor da Cunha, depois esposa do grande João das Regras. Do matrimonio do duque D. Fernando com D. Joanna de Castro, nasceram nove filhos; dos quaes um (D. Antonio) não sobreviveu. Entre os que vingaram, conta-se D. Alvaro que teve o tratamento de Senhor e casou com D. Filippa de Mello, herdeira da casa dos condes d’Olivença. D. Alvaro é o progenitor dos duques de Cadaval.