[49] Acha-se publicado do tomo 5.ᵒ das Provas da Historia genealogica da Casa Real, pag. 141. No mesmo tomo estão publicados os seguintes tractados de casamentos:—d’el-rei D. Affonso VI com a rainha D. Maria Francisca (pag. 10); de D. Pedro II com a rainha D. Maria Sophia de Neubourg (pag. 73).

[50] Era então embaixador de Portugal em Madrid Antonio Guedes Pereira.

[51] Veja o tractado do casamento de D. José publicado no tomo 5.ᵒ das Provas da Historia genealogica da Casa Real, pag. 316; e no Fasto de Hymeneo, ou Historia Panegyrica dos desposorios dos Fidellissimos Reys de Portugal, nossos Senhores, D. Joseph I e D. Maria Anna Victoria de Bourbon, por Fr. Joseph da Natividade, pregador geral da ordem dos Pregadores, na provincia de Portugal; pag. 18.

[52] Sebastião José de Carvalho e Mello nasceu em Lisboa, na casa da rua Formosa, a 13 de maio de 1699 e foi filho de Manuel de Carvalho e Atayde, commendador na Ordem de Christo, Capitão de Cavallaria da côrte, senhor da Quinta da Granja, e de D. Thereza Luisa de Mendonça, filha de João d’Almada e Mello, commissario geral de cavallaria na Beira, alcaide-mór de Palmella, senhor e administrador do morgado dos Olivaes e do Souto d’El-Rei. Foi seu padrinho, seu avô paterno, Sebastião de Carvalho e Mello, Capitão de Cavallos, senhor dos morgados de Sernancelhe e da Quinta da Granja, padroeiro da egreja de N. Senhora das Mercês, onde jaz sepultado, tendo vivido 110 annos. Era, portanto, o marquez de Pombal fidalgo pelo lado paterno e materno, pertencendo á fidalguia de provincia (a não titular, que não tinha nenhum cargo superior na côrte), a que, ao tempo, pertenciam tambem a maior parte das familias que hoje formam a aristocracia portugueza. O titulo de conde d’Oeiras foi-lhe conferido em 15 de julho de 1759 e o de marquez de Pombal a 16 de septembro de 1769.

[53] El-Rei D. José tinha nascido a 6 de junho de 1714, e o conde d’Obidos a 20 de julho de 1699, tendo por consequencia mais quinze annos que o monarcha. Esta differença explica a phrase do fidalgo, quando Sebastião de Carvalho lhe veio pedir a sua protecção: pois o menino é chocalheiro?!

[54] O original d’este documento encontra-se na torre do Tombo, liv. 5.ᵒ de D. Affonso IV, de afforamentos, doações etc., pag. 46 verso.

[55] Diz-se geralmente que foi D. Affonso V quem concedeu o ducado de Bragança a seu tio o conde de Barcellos; é falsa, porém, tal affirmativa. A doação data de 1442, durante a regencia de D. Pedro, embora a carta só fosse requerida mezes depois do desastre d’Alfarrobeira.

[56] O duque de Coimbra, D. Jorge, foi o progenitor da casa d’Aveiro, recebendo seu filho, D. João, o titulo de duque d’aquella localidade.


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