Figura 146: Altar roman, em Saint-Germer

Tumulos

Posto que a interessante obra que nos serve de poderoso guia não traga explicações sobre os tumulos do periodo, de que tratâmos, pareceu-nos conveniente dizer alguma cousa, para não omittirmos as essenciaes noções ácerca dos diversos trabalhos.

Figura 147: Pias de baptismo roman de Chéreng (França)

Foi no seculo IX, que consentiram em que os cadaveres tivessem sepulturas no interior das igrejas, mas d'esta prerogativa só podiam gosar os reis, os bispos e os abbades, que por suas virtudes estiressem no caso de receber canonisação; por quanto os cemiterios christãos, nos primitivos tempos, eram situados fora das cidades; e no concilio celebrado em 660 se permittiram os enterros unicamente nos adros das igrejas.

Os christãos costumavam amortalhar os defuntos com os fatos usuaes e as insignias do cargo ou profissão; os parentes mais proximos transportavam os despojos mortaes, que eram depois encerrados em caixão de pedra, marmore, ou de madeira e chumbo, ficando o cadaver com o rosto voltado para o céo e os pés para o Oriente. Manteve-se este uso até o seculo XIII.

Os sarcophagos eram collocados sobre o solo em renques parallelos, na direcção do norte para o sul. Tinham a fórma de parallelipedo, sendo mais estreitos aos pés que do lado da cabeça; e alguns tomavam na cabeceira a fórma curvilinea.

Fazendo investigações archeologicas ainda este anno (1876), em Alvaizerere, no antigo cemiterio e sitio chamado da Igreja-Velha, da qual já não existem nenhuns vestigios, descobrimos sepulturas d'esse feitio pertencentes ao seculo XI; o que nos fez conhecer a época da fundação da remota igreja, de que só se conservou o nome.

N'essa época tambem costumavam collocar dentro do caixão dois vasos de barro, um com agua benta, e outro com brazas e incenso.