As pontes levadiças moviam-se por meio de vigas servindo de alavancas, ás quaes o taboleiro estava suspenso. Não se encontraram vestigios das caixas nas quaes entravam as vigas ou alavancas para ficarem os madeiros recolhidos: este systema julga-se fôra geral, sómente nos seculos XIV e XV.
Figura 205: Uma das portas do recinto da muralha de Laon
A ponte levadiça, que se abaixava detraz das portas correndo por uma calha aberta na cantaria, tinha por fim multiplicar os obstaculos; fazendo-a mover do aposento que ficava por cima d'esta porta, e aquelles que se deixavam apanhar entre as pontes levadiças podiam ser esmagados da parte superior, ou trespassados de frechas atravez das grades de resguardo.
Quando os rios passavam pela parte de fóra das muralhas, e que se tinham aproveitado para servirem tambem como meio de defensa, as pontes tinham nas extremidades dois fortes; um para defender a entrada da ponte, o outro para deter a tropa que a quizesse transpôr; estas obras de fortificação, chamadas cabeças de ponte, compunham-se, ás vezes, de muitas torres e formavam um pequeno quadrado defendido de todos os lados. Acontecia tambem, quando a ponte tinha certo numero de arcos, o ultimo de cada extremidade não era abobadado, havendo uma ponte de madeira que descançava sobre os seus pilares.
Figura 206: Porta guarnecida de grades
Havia em determinadas localidades torres collocadas sobre a ponte, como se vê na gravura da ponte de Cahors.
Figura 207: Vista de uma cabeça de ponte