Para se obter o nivel das encostas que se encontravam na juncção dos encanamentos, faziam-n'os passar então sobre arcos mais ou menos elevados, que reuniam os dois lados do valle; outras vezes sobrepunham-se dois ou tres renques de arcos, com receio de que a demasiada altura dos pilares lhes diminuisse a solidez.

Quando o valle era muito profundo, para por este meio poder firmar-se o encanamento do aqueducto em nivel conveniente, conduziam a agua em tubos de chumbo que subiam até o cume da collina opposta, onde a agua pudesse seguir a sua corrente natural, conforme Vitruvio descreve mui claramente no seu 8.º livro de architectura.

Figura 40: Canal subterraneo do aqueducto

Figura 41: Canal de aqueducto sustentado sobre arcadas

Figura 42: Vista geral da ponte do Gard

Para evitar trabalhos sempre difficies e dispendiosos, faziam seguir aos encanamentos subterrâneos, rodeios, ou sinuosidades, e por esta maneira as aguas podiam transpôr grandes espaços sem encontrarem encostas, e sem ficarem impedidas pelos obstáculos das montanhas.

Os aqueductos eram todavia mais communs soterrados, e só apparentes nos valles, onde necessariamente os canos passavam sobre paredões ou arcarias.