Os encanamentos que distribuiam as aguas nas fontes para os banhos e para outros estabelecimentos publicos e particulares das cidades gallo-romanas, eram feitos de chumbo ou barro. Saiam de um reservatório commum, ou castello de agua, castellum, como se vê um em Évora, do tempo de Sertorio.
A primeira gravura da pag. 51 [fig. 40], mostra o encanamento do aqueducto de Fréjo, um dos mais extensos que subsistem, tal qual se apresenta á vista quando se mantém subterraneo, ou collocado nas encostas das collinas, fig. 41. Este exemplo explica todo o systema empregado pelos engenheiros romanos.
Os aqueductos seguem a construcção egual das obras de arte executadas nos caminhos de ferro, transpôem como ellas os valles sobre viaductos, e atravessam as montanhas por meio de vallas ou tUneis.
Pontes e aqueductos serviam para transpôr os valles, e alguns tinham 90 arcos. A ponte do Gard, em França, era formada de três renques de arcadas sobrepostas, servia para o transito e o ultimo conduzia a agua á cidade, correndo na extensão de 41:000 metros. Indica a gravura da pagina anterior a sua construcção.
O numero dos aqueductos era extraordinario; não só se encontravam nas proximidades das grandes povoações, mas tambem das pequenas, e até junto das casas de campo de limitada apparencia.
Cloacas
As cloacas constituiam outra especie de aqueductos subterraneos para receber as aguas inuteis, ou para as aguas da chuva e immundicies.
Em Roma, estendiam-n'as por toda a cidade, e subdividiam-n'as em muitos ramaes que vinham desaguar no Tibre. O principal cano de despejo, com o qual os outros communicavam era chamado cloaca maxima. Tinha abobadas elevadas construidas com grande solidez, por debaixo das quaes se passava em barcos[[13]].
Praças publicas
O forum era geralmente uma praça onde se reuniam as assembléas do povo, onde se administrava a justiça e onde se tratavam os negocios publicos. Estava em certas partes rodeado de porticos, edificios e lojas.