Uma escada de madeira n.º 5, conduzia ao aposento que occupava o dono da casa e a sua familia. Posto que a escada estivesse inteiramente destruida, era facil observar o feitio do corrimão, porque o artista a riscara na parede que lhe servia de caixa.
Os quartos 6 e 7 eram destinados para receber os estrangeiros e os amigos. O escravo que guardava a porta da rua devia dormir no quarto n.º 8, onde se conservava tambem de dia. Era pequena a cosinha n.º 9 collocada ao lado do corredor.
Casa de campo (villæ)
Suppõe-se que as mais bellas casas de campo romanas tinham só um andar; tambem não se differençavam essencialmente das da cidade, e continham pouco mais ou menos as mesmas divisões, mais arbitrarias, conforme exigia o terreno, a belleza do sitio, a importancia da exploração rural e outras circumstancias da edificação.
Columella,[[25]] distingue tres partes em uma casa de campo occupando-se de trabalhos ruraes, e o maior numero das villæ gallo-romanas e luso-romanas estavam n'este caso. As tres partes eram:
A villa urbana, ou habitação do proprietario;
A agraria, ou habitação dos lavradores, e dos animaes necessarios para a lavoura;
A villa fructuaria, onde se recolhiam as colheitas e os outros fructos das terras.
As casas anuesas ao segundo pateo, chamadas agrariæ, ou fructuariæ, apresentavam menos interesse com relação á arte, que a villa urbana. Eram pertenças do casal ou dos trabalhos ruraes, villa agraria.
No centro do pateo da villa via-se, como se pratica ainda hoje, um tanque ou lagôa compluvium, para se banhar o gado. Á roda do pateo estavam dispostos, a cosinha, o abrigo para os escravos, a abegoaria (bubilia), o curral das ovelhas (ovilia), as cavallariças (equilia.) Achava-se tambem ali o gallinheiro (gallinaria) e o chiqueiro para os porcos (haræ).