Pode-se citar como pertenças da villa fructuaria, que estava ora separada ora junta da agraria, a adega (cellæ) o palheiro (horrea), a casa da fructa (apothecæ), etc.
Tem-se encontrado numerosos vestigios das villæ ou casas de campo fabricadas durante a dominação romana. Em 1874 descobrimos em Portugal uma proximo de Leiria, no logar de Martim Gil, na profundidade de 1m, 59; havia ali differentes casas com mosaicos, e na principal achámol-o de cinco côres. Fizemol-o transportar para o museu da archeologia, que fundáramos em Lisboa em 1866. Não tem acontecido outrotanto com essas casas antigas edificadas nas cidades, pois foi arrasado o solo que ellas occupavam, e isso deu logar a aproveitarem-se os alicerces que ficaram enterrados.
Para darmos idéa mais completa, descreveremos a villa de Bignor em Sussex (Inglaterra), por ser a mais bem conservada que existe.[[26]]
Compõe-se de dois pateos: um (A) mais vasto que o outro, rodeado de muros bastante grossos, não formava angulo recto com os do segundo pateo. O muro de leste tinha 277 pés de comprimento, o do norte 385 pés, e o do sul 322.
Este pateo, que representava a villa rustica, comprehendia muitas e amplas construcções, mas nenhuma tinha vestigios de pintura nem de pavimentos de mosaicos.
O outro pateo (B), que formava propriamente a villa urbana, estava cercado de casas ricamente ornadas e quasi todas tinham mosaicos.
Um corredor ou crypto-portico (1, 2, 3, 4), que era construido á roda do quadrado do pateo servia para communicar com os aposentos; o comprimento do corredor era de 160 pés, de leste a oeste.
Figura 71: Villa de Bignor em Sussex.
Uma grande parte d'estes corredores tinha mosaicos.