A bella sala (n.º 41), situada a leste da precedente, apresentava um quadrado de 35 pés, porém era um tanto irregular por causa da direcção diagonal da parede de leste. Admirava-se um mosaico mais bem conservado que os restantes.

A maior parte destas villæ teria sido construida nos tres primeiros seculos da era christã, julgando-se assim pelas medalhas encontradas nas suas ruinas, e que algumas datam do seculo IV.

Monumentos funereos

Depois de descrevermos os edificios, onde os antigos passavam a vida de confortos da civilisação romana, a ordem natural nos conduz aos monumentos que encerravam os despojos mortaes.

Ainda que algumas familias mandassem enterrar os corpos, todavia o uso de queimal-os foi quasi geral em Roma antes da conquista da Gallia, e n'este ultimo paiz, nos dois primeiros seculos da era christã.[[27]]

A fogueira funebre (rogus ou pyra) era formada de lenha de facil combustão e faziam-n'a mais ou menos alta conforme a cathegoria das pessoas finadas. O corpo era posto sobre uma especie de leito de ferro ou maca, e os parentes do defuncto, depois de lhe terem dirigido o ultimo adeus, voltavam o rosto e acendiam a fogueira com uma acha.

Quando a fogueira estava extincta, lançavam vinho nas cinzas do defuncto, e então estas eram cuidadosamente encerradas em uma urna que mettiam em seguida na terra com certo numero de vasos de differentes formas e tamanhos, que se collocavam em roda, os quaes estavam cheios de liquidos ou algum manjar offerecido aos deuses manes.

As urnas de barro descobertas em grande numero de cemiterios são em geral do feitio simples, e muitas apresentam côr cinzenta; comtudo, notam-se por suas formas perfeitas e graciosas. As mais ornadas tem filetes, entre os quaes se traçaram riscos parallelos. Algumas tem estrias ao alto, outras molduras entrelaçadas, em zig-zags, etc. etc. As formas mais geraes são as das gravuras seguintes a, b, que se encontram nos antigos cemiterios.

Figura 72: Urnas de vidro, do museu de Tours.