Responderei que assim o creio.

Silva Túlio, tratando da Casa dos Bicos[11], chamou à Bacalhôa «quinta do Paraíso, confundindo-a com a propriedade na Alhandra, onde nasceram Afonso de Albuquerque, o Grande, e seu filho Brás, depois apelidado do nome de seu pai.

Eu, porque nunca encontrei escrita, nem conheci tradicionalmente designação própria disse que a quinta apenas tem sido chamada do nome do sítio, ou dos possuidores, assim:

—Quinta de Azeitão em Ribatejo, por ser aqui situada.

—Quinta de S. Simão, por ter próxima uma ermida d’esta vocação.

—Quinta da Condestablessa, durante a administração da viúva do condestável D. Afonso, na menoridade de sua filha.

—Quinta de Afonso de Albuquerque, depois da compra por ele feita aos Vila Real.

—Quinta do Bacalhdo, pelo casamento de D. Jerónimo Manuel—o Bacalhau—com D.ᵃ Maria de Mendonça.

—Quinta da Bacalhôa, desde a administração de D.ᵃ Francisca de Noronha, na interdição de seu marido, João Guedes de Miranda Henriques.

Todas as designações que cito, conheço de muitos documentos escritos; contudo, creio que primitivamente, isto é, pelas edificações da infanta D.ᵃ Brites, se chamaria Vila Fraiche. Em Azeitão e junto da Bacalhôa, em terrenos do morgado, há uma povoação, não de muito velha data, chamada Vila Fresca. Quando em 1759 se formou o concelho de Azeitão, foi creada em vila a aldeia de Vila Fresca[12]. Transferida em 1786 a sede municipal para a aldeia de Nogueira, reapareceu a antiga denominação aldeia de Vila Fresca[13].