—José Guedes, e

—Juliana de Noronha, que morreram crianças;

—Luís Guedes de Miranda Henriques, que em 1741 casou com D.ᵃ Madalena Vicência de Mascarenhas, filha dos terceiros marqueses de Fronteira D. João e D.ᵃ Helena.

Em maio de 1749 já encontro procurações do novo administrador do morgado de Afonso de Albuquerque. Diz-se ele:

Luís Guedes de Miranda Lima de Mendonça e Albuquerque, senhor das Vilas de Murça, Brunhais, Água Revés, Torre de D. Chama, comendador e alcaide-mor das vilas de Cabeço de Vide, Alter Pedroso e Granja do Hospital e capitão de dragais, etc.

Luís Guedes pouco tempo teve o morgado, falecendo em dezembro de 1757. Residiu sempre em Lisboa, administrando-lhe os bens de Azeitão, um feitor que, com procuração de seu amo, intervinha nos contratos enfitêuticos.

Não sei que de Luís Guedes e D.ᵃ Madalena houvesse filhos; no entanto, esta dama por morte de seu marido ficou cabeça do casal e com a administração do morgado de Azeitão até fins de 1782, conforme uma serie de procurações todas datadas de Sete Rios, lugar da sua residência.

O terramoto de 1755 arruinou a sacristia e lançou por terra as torres da freguesia de S. Simão, e a corporação administrativa da igreja, depois de pedir inutilmente a Luís Guedes a sua reconstrução, teve de recorrer aos meios judiciais para obrigar os senhores do morgado a cumprirem a cláusula da escritura de 1570, em que Afonso de Albuquerque lançara sobre o vínculo os encargos da conservação do templo. Este litígio foi em tempo da administração de D.ᵃ Madalena Vicência de Mascarenhas, e pelos documentos, que tenho à vista, durou desde agosto de 1765 até meado de 1768. Os advogados da igreja foram D. Francisco António Vannicelli e José Luís Soares de Barbosa, pai do conhecido poeta Bocage, ambos com banca em Setúbal. D.ᵃ Madalena recusava-se a pôr o edifício no primitivo estado, querendo restaurar o que julgava absolutamente necessário. No dia 3 de julho de 1768, de Lisboa fez uma proposta para levantar só uma das torres e reparar os demais estragos.

Parece haver-se chegado a acordo, apeando-se a frontaria até ao portal e construindo-se a torre atual, que é de um talhe estranho ao mais do templo.

Desconheço o título por que D.ᵃ Madalena Vicência de Mascarenhas teve por demorados tempos a administração do morgado.