Em 1766 herdou a casa e títulos de seu tio paterno D. José da Costa, e foi armeiro-mor. Em 1772 casou com D. Maria José de Sousa de Macedo, segunda viscondessa de Mesquitela, por morte de seu pai em 1783.

De D. José Francisco e de D.ᵃ Maria José foi filho:

—D. Luís da Costa e Sousa de Macedo, nascido a 25 de março de 1780 e que veio a suceder a seu pai.

Expostas esta notas biográficas, necessárias para compreensão da narrativa, tratarei da sucessão do morgado depois da morte do senhor de Murça, Luís Guedes de Miranda e Albuquerque, cuja descendência legítima não houve ou se extinguiu.

IX

Vimos que D.ᵃ Madalena Vicência de Mascarenhas, viúva de Luís Guedes, depois da morte de seu marido, por muitos anos esteve na administração do morgado como cabeça do casal. Manuel José Guedes de Miranda Henriques, filho natural de Luís, teve também aquela administração, mas é de notar que nunca usasse o apelido de Albuquerque, como todos os outros administradores do morgado.

Se D. João Afonso de Albuquerque, de bastardia muito contestável, foi apto para suceder a Afonso, filho, e esteve por muitos anos na posse dos bens livres e vinculares de seu pretenso pai, Manuel José Guedes de Miranda, filho bastardo e mais velho de Luís Guedes, não deveria ter menos bons direitos do que aqueles à sucessão dos morgados de seu pai.

Como D.ᵃ Madalena de Mascarenhas, viúva de Luís Guedes de Miranda, esteve na posse do morgado, não sei; é certo, porém, que até 1782 o administrou. Também é certo que em 1784 o morgado era litigioso, que em 1785 estava na sua posse Manuel José Guedes de Miranda, e que em 1786 era senhor do mesmo morgado D. José Francisco da Costa e Sousa como herdeiro de seu tio D. José da Costa.

Há anos vi umas cartas trocadas entre Manuel José Guedes e seus primos Costas (José Francisco e Luís), e delas pude depreender que aquele era um caráter não vulgar pela sua honradez, largueza e desprendimento; Manuel José Guedes, posto na posse do morgado, julgou-se em consciência ali intruso, e, parecendo-lhe que seu primo D. António José de Melo Homem estava na melhor linha descendente de sua bisavó D.ᵃ Maria Josefa, por proceder por via masculina de D.ᵃ Joana de Mendonça, chamou-o a tomar posse do morgado; o caso despertou as atenções de seu primo José Francisco da Costa e Sousa, que se apresentou como oponente.