Sala Vermelha, decorada a quadros e a retratos. Um dos primeiros foi offerecido ao Barão do Rio Branco, pelo rei D. Carlos I, de Portugal.

Salão de Baile e Banquetes, com um soberbo lustre de metal amarello e crystal de rocha. Contigua está a sala de Fumo, que tambem serviu de recepção particular aos ex-presidentes da Republica, Deodoro e Floriano. Bustos, em bronze, do padre Bartholomeu de Gusmão e do Barão do Rio Branco. Relogio historico de D. João VI. Sala dos Retratos, dos presidentes da Republica.

Ha um edificio annexo, com a Secretaria e a Bibliotheca do Ministerio, que é importantissima.

Em tres salões, dos quaes o maior tem 33 metros de comprimento e o mais pequeno 22, estão 42:000 volumes encadernados, e cêrca de 100:000 brochuras e 25:000 cartas geographicas. Tambem, n’este edificio, está o archivo secreto do Ministerio das Relações Exteriores.

Chafariz Colonial—Outra reliquia do Brasil colonial. Foi o governador Gomes Freire de Andrade, Conde de Bobadella, quem o mandou construir ao centro do largo do Paço. Alguns annos depois, o governador Luiz de Vasconcellos e Souza, mandou que o chafariz fôsse removido para a beira-mar, junto do caes, a fim de abastecer as embarcações, ao mesmo tempo que parte da população da cidade. É uma obra artistica, de granito lavrado, com escudo, almofadas e balaustrada de marmore branco. Occupa, hoje, o fundo do primeiro polygono ajardinado da praça Quinze de Novembro, a 85 metros da bahia. Remata-o a esphera armillar, de ferro. É obra do seculo XVIII.

Casa da Moeda—O primitivo estabelecimento d’este nome, transferido da Bahia em 17 de Março de 1699, funccionou no edificio da Junta do Commercio, apenas durante um anno, sendo transferido para Pernambuco. N’esse curto periodo foram cunhados 612:644$000 réis em ouro e 255:694$980 réis em prata.

Em Janeiro de 1703 foi restabelecida a Casa da Moeda do Rio de Janeiro. Para installal-a foi construido um edificio entre as travessas das Bellas Artes e da Moeda, aonde tambem funccionavam o Real Erario e a Thesouraria Geral das Tropas. Essa casa ardeu em 1 de Outubro de 1836, sendo os valores e apparelhos recolhidos á egreja do Sacramento.

O actual edificio foi construido de 1851 a 1853, na face occidental do então Campo da Acclamação, hoje Praça da Republica. Occupa uma area de 97:083 palmos quadrados. É precedido de um elegante gradil de ferro fundido em cantaria, com dois portões artisticamente ornamentados.

A frontaria consta de um corpo central saliente e revestido de cantaria, de dois torreões com tres janellas, em cada pavimento, e de dois corpos intermediarios, com 4 janellas em cada andar. O 1.º pavimento é decorado com pilares e columnatas de ordem dorica-romana, e o 2.º com pilares e columnata de ordem jonica, tudo de granito. Interiormente, ha seis columnas graniticas, em cada pavimento, que sustentam entablamentos, cujos frisos são ornados a triglyphos e metopos.

A decoração vestibular é no estylo dorico-romano. Na escadaria do perystillo estão dois leões de bronze. Custou este palacio cêrca de dois mil contos. Foi o Visconde de Itaborahy, ministro da fazenda, em 1853, o iniciador d’esta construcção, levada depois a effeito pelo seu successor Bernardo de Souza Franco. Foram emprezarios-constructores o dr. Theodoro Antonio de Oliveira e Antonio Francisco Guimarães Pinheiro.