—Eu bem digo á mamã, que se tire de costureiras baratas, é mesmo uma zanga, nunca as cousas ficam em termos; o que se ha-de dar ao rato...

—Devagar, menina, devagar, a economia...

—Ora, grandes economias!...—atalhava.{122}

O Alberto afastara-se um pouco; olhava o jardim, esperando, com um ar passivo, de marido obediente.

Palraram muito.

Fallaram das modistas, dos chapeus, do theatro. A conversação cahiu no baile que o Bernardo ia dar para festejar os annos do cazamento.

—Melhor, tivesse juizo, aqui para nós, olha agora a doida! Elle!... sempre ha homens que se varreram de juizo!—

A Ermelinda sentiu-se um pouco afogueada; sabia vagamente d'uma aventura com o Alberto, que a Amelinha Bastos lhe tinha narrado.

—Mas emfim, era ainda solteiro, adeus! a tola fôra ella—desculpava-o—e criticavam o Bernardo.

—Bom estomago! havia de ser o Mendes.