Isto enchia-a d'uma certa inveja para com Bertha, amesquinhava-lhe a belleza physica, chamava-lhe uma
—cotovia magra, um carapau de Inglaterra.—
—Ai, a D. Clementina é que a definira bem.—
Bertha offereceu-lhes um calice do Porto, um pequeno lunch; estavam na praia, não fossem ceremoniosos.—
—Não, não acceitavam; tirava-lhes a vontade de jantar; e eram horas, desculpasse a massada.—
—Nenhuma, absolutamente nenhuma: gosto de os vêr felizes; tão felizes como ella o era com o seu Roberto—
Abria-lhe um sorriso jovial, d'uma cordealidade doce, e
—offerecia-lhe a sua casa, viessem uma vez ou outra, nos dias santos, quando a cidade os enfastiasse; seriam sempre bem vindos; o Roberto lamentaria não lhes ter fallado.—
Ermelinda sentiu um calor mordente, quando Bertha lhe poz um beijo na face, despedindo-se, e roçou ao de leve, muito ao de leve, os seus labios no rosto branco da ingleza.{130}
E já no carro, quando a Foz ia desapparecendo com o silencio das casas inhabitadas e o sussurro eterno do seu mar,