—que era o melhor o leite da mãe, que muitas vezes se deterioravam aquelles organismos debeis com a alimentação d'uma mulher mercenaria.—
—Não, isso não, doutor; eu mesmo sou fraca,{165} escolhe-se uma ama robusta, o papá escreve para a Maia, assim não tem duvida.—
—Como V. Ex.ª quizer...—
A ama veio, uma aldeã vigorosa, muito palradeira,
—que tivera até de passar o filho d'ella pela roda só para servir o Snr. Jorge,—e então a menina, benzesse-a Deus, havia de ser uma latagona; nem a senhora a podia crear; o que ella precisava era leite, leite de sustancia—
e offerecia aos beiços da pequerrucha um seio farto, d'uma dilatação espapada de multipara.
Ermelinda deleitava-se em ver a sua pequenina a babujar n'aquelle peito que não tinha a brancura assetinada do seu,
—mas deixal-o, o que ella quer é leitinho—
e beijava-a depois, os seus finos dedos, com aneis de cobra, acariciando a face vermelha e enrugada da creança.
Sentia-se mais alegre, mais gracil no seu novo papel de mãe; a febre do leite dando-lhe uma ternura entre voluptuosa e morbida, que lhe aquecia o sangue ainda depauperado. Exigia muito o Alberto junto de si, rodeava-o com caricias, impunha-se e offerecia-se, uma doudice de creança, as vibrações nervosas d'uma impressionabilidade doentia.