—Pois é procural-o—respondeu bruscamente.

—Olé se hei-de, pois que pensava o meu menino!...—

E cantava ironicamente o diminutivo, o corpo saracoteando n'um movimento de rotação, uma attitude de escarneo provocante.

O Alberto avançou para ella, apertou-lhe os pulsos violentamente, os olhos injectados d'uma colera animal.

—Tu não penses que brincas comigo! e sacudiu-a fortemente, com uma rudesa aspera.—

Ermelinda encarou n'elle com um olhar profundo de desprezo e de colera por se sentir fraca;{174} e depois o corpo enteiriçando-se, muito pallida, a voz com um timbre imperativo:

—Deixe-me, senhor.—

O Alberto largou-a, sahiu do quarto impetuosamente, os seus passos ouviam-se sonoramente no corredor emquanto ella atirando-se sobre o pequeno leito de Rosina.

—Oh, minha filha, como ambas fomos infelizes.—

[XIII]